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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Parlamento Europeu quer legislação para carregador único de telemóveis até Julho

A resolução recebeu o aval da maioria dos eurodeputados

A Comissão Europeia tem seis meses para definir regras específicas.




O Parlamento Europeu votou a favor da criação de regras que imponham a existência de um carregador único para todos os telemóveis – a resolução foi aprovada esta quinta-feira com 582 votos a favor, 40 votos contra e 37 abstenções. A Comissão Europeia tem até Julho de 2020 para definir medidas vinculativas para um formato de carregador comum compatível com equipamentos móveis, incluindo telemóveis, tablets, leitores de livros digitais, câmaras inteligentes, e outros aparelhos electrónicos portáveis.

No texto da resolução, estes aparelhos são descritos como “instrumento fundamental para a plena participação na sociedade”, visto que permitem aceder rapidamente a serviços essenciais como "meios de pagamento, motores de pesquisa e dispositivos de navegação”. Além de facilitar o dia-a-dia dos consumidores, a resolução define como objectivo permitir que os consumidores façam escolhas sustentáveis e reduzir a quantidade de lixo electrónico.

Segundo dados citadas pelo Parlamento Europeu, são geradas milhões de toneladas métricas de lixo electrónico na Europa todos os anos (em 2016, o valor rondava as 12,3 milhões de toneladas) – é o equivalente a mais de 16 quilogramas por habitante. O curto tempo de vida de alguns telemóveis, que duram apenas alguns anos antes de serem trocados, é uma das causas.


“A situação actual produz um enorme volume de lixo electrónico completamente desnecessário que se estima ascender a 50 mil toneladas de carregadores obsoletos por ano”, notou, em comunicado, a eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho, que é uma das autoras da resolução.

As novas regras estipuladas pela Comissão Europeia também devem garantir a interoperabilidade dos vários carregadores sem fios que começam a surgir, promover a reciclagem de carregadores nos estados-membros da União Europeia, e permitir que se possam comprar telemóveis novos sem carregadores incluídos. Em comunicado, os eurodeputados frisam que o último ponto deve evitar “o estabelecimento de preços mais elevados para os consumidores.”


Um tema antigo

A discussão em torno de um carregador universal dura há vários anos, ainda antes da popularização do modelo de smartphone moderno, sem teclas e centenas aplicações, em que existiam dezenas de carregadores diferentes (um para cada tipo de telemóvel ou marca).

Em 2014, com a directiva sobre a harmonização de equipamento de rádio, os legisladores europeus esperavam que a Comissão Europeia definisse a existência de um carregador comum – o formato apontado foi o micro-USB, mas a abordagem da Comissão Europeia foi de motivar a adesão voluntária.

Hoje surgem ainda três grandes formatos de carregadores distintos: o micro-USB, o USB-C e o Lighning, presente na maioria de equipamentos da Apple. Embora a maioria dos fabricantes comece a optar pela opção USB-C para os seus novos equipamentos, a Apple acredita que aderir à uniformização pode prejudicar a inovação. “Esperamos que a Comissão Europeia continua a procurar uma solução que não restrinja a capacidade da indústria inovar”, lê-se num comunicado da Apple sobre o assunto, publicado a 23 de Janeiro.

(Info: publico.pt)

terça-feira, 13 de março de 2018

WIFI4EU: Internet em 6.000 locais públicos na Europa


Sabia que...?


O Parlamento Europeu aprovou, a 12 de Setembro de 2017, o regulamento destinado a promover a instalação de pontos de acesso gratuito à Internet sem fios (Wi-Fi) em espaços públicos por toda a União Europeia (UE), como parques, praças, bibliotecas e hospitais (WIFI4EU).





Com uma dotação financeira inicial de 120 milhões de euros, o acesso ao programa WIFI4EU é reservado a entidades públicas com espaços abertos – câmaras municipais, bibliotecas, hospitais e outras entidades públicas -, que podem candidatar-se ao financiamento para a instalação de pontos locais de acesso à Internet sem fios, recorrendo para tal a procedimentos administrativos simples.



Wi-Fi para todos: preencher uma lacuna


As primeiras candidaturas serão lançadas antes do final de 2017 ou no início de 2018, cabendo à UE financiar os custos com o equipamento e a instalação dos pontos de acesso e aos beneficiários assegurar que os serviços Wi-Fi gratuitos são fornecidos aos cidadãos durante, pelo menos, três anos. Prevê-se que, até 2020, mais de 6.000 locais públicos no espaço comunitário beneficiem desta iniciativa.

Este regulamento terá ainda que ser aprovado pelo Conselho, devendo entrar em vigor nos próximos meses.